quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Preço vs. Valor: o que é afinal “bom, bonito e barato”?

IWC vs Steinhart
No mundo da alta fidelidade utiliza-se frequentemente um termo para designar um fenómeno que pode igualmente ser usado noutros mundos, como o dos automóveis ou o da relojoaria: “The Law of the Diminshing Returns”.

A ideia (aplicada neste contexto) é simples: a partir de um certo ponto, o custo de acrescentar apenas valor incremental a um produto, encarece esse mesmo produto de forma exponencial.

Na alta fidelidade isso significa que podemos obter um bom gira-discos por 500 euros mas, se quisermos ir mais além na escala da qualidade, teremos de gastar várias vezes mais esse valor. Ou seja, se considerarmos que 500 euros compra um equipamento capaz de uma qualidade de reprodução de 75% do total possível, teremos de gastar muito (mas mesmo muito) mais para conseguir os restantes 25% – é fácil gastar algumas dezenas, ou até centenas, de milhar de euros num gira-discos…

Para algumas pessoas, o custo desses restantes 25% compensam os resultados. Para outras, o contrário não podia ser mais verdadeiro. O mesmo raciocínio pode ser encontrado no mundo automóvel. Um Bugatti Veyron de 1,5 milhões de euros vale 10 vezes mais do que um Nissan GT-R de 150.000 euros? E este vale 10 vezes mais do que um Nissan Micra de 15.000 euros? Uma vez mais, depende de quem responde à pergunta.

O que nos leva ao mundo dos relógios. Tenho amigos com IWC e Breitling de milhares de euros no pulso, e outros que acham que os menos de 300 euros que paguei por um Seiko automático é várias vezes superior ao que consideram ser razoável dar por um relógio – e até mesmo os que dizem que não usam relógios porque o telemóvel serve perfeitamente.

Claro que há inúmeros factores que encarecem um relógio. Se a caixa é de platina e diamantes, o movimento até pode ser de quartzo, que o resultado nunca será barato. E numa caixa de aço, um movimento mecânico que demora um ano a montar por um artífice especializado terá sempre de custar muito dinheiro.

Para mim, já é mais difícil (mas não impossível, reconheço) justificar valor quando se usam movimentos idênticos (mas não iguais) em relógios com preços díspares, como o exemplo na foto que ilustra este artigo: em ambos os casos é usado um Valjoux 7750 (em rigor, no caso do IWC é o Calibre 79350, mas é muito baseado no ETA 7750). Edit: a referência da IWC na imagem já não existe e o Steinhart só está agora disponível com caixa em PVD preto e custa 900€  mas vocês perceberam a ideia, certo?

Tudo isto começou por causa de um interessante artigo que li aqui e que discute precisamente o valor e o preço dos relógios. A conclusão é que esses são conceitos que variam consoante as pessoas, algo com que naturalmente concordo. O que para mim é “bom, bonito e barato” para outros é ridiculamente caro ou, pelo contrário, demasiado barato para ser levado a sério.

E para si? O que é “B3”?

(este artigo foi originalmente publicado neste blog em 2 de fevereiro de 2013 e foi reeditado com links novos e mais informação sobre o calibre IWC 79350).

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Casio Edifice EFS-S550DB-1AVUEF

Já há uns tempos que não vos trazia um modelo da gama Edifice, da Casio. Este é modelo EFS-S550DB-1AVUEF, um cronógrafo de quartzo de excelente execução e com um PVP de referência de apenas 199 euros. E quando digo "excelente execução" não é uma hipérbole: esta é a primeira vez que me lembro de ver um Casio com vidro de safira!

Em termos estéticos, este relógio fica algures entre um cronógrafo e um relógio de mergulho em quanto a mim, a única "falha" (entre aspas porque, para outros, poderá ser uma vantagens) é o tamanho algo excessivo da caixa, que tem 50mm de diâmetro e resistência à água até 10 atmosferas (100 metros).

As complicações deste movimento de quartzo incluem cronógrafo com medição até 30 minutos, data com janela na posição das 4 horas, mostrador de 24 horas na posição das 3 horas e indicador de bateria fraca (o ponteiro dos segundos move-se em saltos de 2 segundos). Um bisel rotativo unidirecional completa o conjunto.

O movimento é alimentado pela luz e o acumulador interno é recarregado em apenas 6 minutos pela luz solar intensa (50.000 lux) ou em 6 horas com luz de interior fluorescente (500 lux).

Como disse no início, este é um relógio com um preço de referência de 199€, o que me parece francamente bom para acabamento e o conjunto de funcionalidades oferecidas. Melhor ainda, encontrei-o à venda na Amazon Espanha por 166€ (+ portes).


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Zelos Swordfish V2 Midnight Blue


A Zelos é uma jovem marca de relógios baseada em Singapura, que me chegou através de uma dica de um leitor deste blog.

Esta microbrand possui um número surpreendente de coleções mas, dado tratarem-se de edições limitadas a poucas unidades por cada variante, a maioria do que encontramos no site da marca encontra-se esgotado.

No entanto, este modelo que vos trago hoje, o Swordfish V2, está disponível e é um belíssimo relógio de mergulho, bem desenhado e (aparentemente) melhor executado, com caixa de 42 mm de diâmetro resistente até 300 metros.

Esta variante em particular chama-se Midnight Blue, numa referência à cor azul do mostrador e da luneta rotativa, e tem um preço de 349 dólares + portes (enviam para Portugal). A marca decidiu utilizar aqui o popular movimento mecânico automático NII (Seiko) NH35A mas implementou-o dispensando a habitual complicação de data.

O resultado é um relógio particularmente elegante – em especial para um modelo de mergulho – e com uma aplicação generosa de Superluminova nos ponteiros e índices do mostrador e também nos numerais e índices da luneta (unidirecional de 120 cliques). A execução inclui bracelete em aço e vidro de safira.



segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Meia Lua Boreal Moonrise




Falei aqui do Meia Lua pela primeira vez no final de 2017 e, cerca de um ano depois, o responsável pela marca fez-me chegar um modelo para testes. Pedi-lhe o Boreal Moonrise porque me parece que, de todas as variantes, este é o que possui o mostrador mais bonito e original.

Acontece que já tive o relógio comigo desde há quase um ano, já o devolvi e... nunca mais tive oportunidade de escrever o teste, com as minhas impressões em primeira mão.

Esta semana voltei a encontrar o Gonçalo, fundador e CEO da empresa, que me perguntou pela review. E pronto, aqui estamos: prometi-lhe que a faria nos próximos dias e, desta vez, não quero falhar, até porque fiquei a saber (eis uma notícia em primeira mão para os leitores do blogue!) que está prestes a ser lançado um novo modelo, o qual chegará no início de 2020.

Isto são, de resto, excelentes notícias, porque provam que o projeto da Meia Lua chegou a bom porto e correu suficientemente bem para prosseguir com mais modelos. Mas vamos então às minhas impressões sobre este relógio.

Como sabem, a maior parte do que escrevo neste blogue é baseado em informação disponível online (a maioria) ou em press-releases que as marcas me enviam (menos frequente, mas acontece). Mas a realidade é que, tanto quanto possível, não devemos comprar um relógio sem o vermos primeiro "ao vivo" e, de preferência, depois de o colocarmos no pulso.

Há coisas que uma foto e uma lista de especificações não são capazes de transmitir. A qualidade de construção, por exemplo, é algo intangível e que só ao pegarmos no objeto somos capazes de sentir. Dizer que uma bracelete é de pele ou de aço é relevante; mas "há pele e pele", como também "há aço e aço" e nada substitui o contacto físico com o relógio.

Isto é relevante porque tem a ver com a experiência de pegar num Meia Lua. É verdade que o relógio parece bom, especialmente para preço pedido, mas o verdadeiro teste é pegar nele e sentir a sua eventual qualidade. Ora, o que mais impressiona no Meia Lua é exatamente a sua qualidade real. E que é tanto mais impressionante quanto se trata do primeiro modelo de uma empresa jovem e sem qualquer tradição relojoeira.

Este é o maior elogio que posso fazer ao Meia Lua: é um produto acabado, sem qualquer vislumbre de amadorismo ou, pior, de atalhos seguidos para poupar dinheiro. Aliás, o contrário é verdade: os pormenores são impressionantes, desde a coroa personalizada com uma meia lua, o cuidado posto no desenho do mostrador, o material luminescente aplicado aos índices e ponteiros, o fundo em vidro para observação do movimento, a caixa com resistência até 10 atmosferas, a bracelete com mola de libertação rápida, o acabamento polido/escovado da caixa em aço...

O relógio não possui qualquer deal breaker para mim. Isto é, ao preço que é pedido, comprá-lo-ia sem hesitação; afinal, estamos na presença de um relógio automático como movimento japonês (de origem Citizen/Miyota), com vidro de safira e por menos de 370€.

A cor verde, nesta variante, é muito bonita e o mostrador (a "cara" do relógio) é extremamente bem conseguido. O desenho do mostrador é, em parte, determinado pelo movimento escolhido, que neste caso é o Miyota 8217. Trata-se de um movimento automático da gama Standard da marca japonesa, que oferece como complicações adicionais o sub-mostrador de 24 horas às 9 horas e uma janela de data que a Meia Lua decidiu aqui abrir na posição das 4h30.

A escala horária usa um misto de índices e numerais nas principais posições e o mostrador possui ainda uma escala escundária de minutos/segundos, graduada de 0 a 55. Relativamente ao resto das opções estéticas, gostaria que o triângulo às 12h00 fosse desenhado com a ponta para cima e não para baixo (algo que, de resto, muitas marcas consagradas também fazem nos seus relógios inspirados pela aviação). A razão é simples: os relógios de aviação devem ter o triângulo para cima e os de mergulho, o triângulo para baixo, pelas razões óbvias!

Outro detalhe é a menção da frequência do movimento na posição das 6 horas, que me parece estar a mais, mas aqui já sou eu a embirrar com detalhes a que, provavelmente, ninguém mais liga.

Este relógio está também disponível numa variante interessante, especialmente bonita em conjugação com o mostrador verde, com caixa em aço de cor bronze/dourada.

Em conclusão: o Meia Lua Boreal Moorise vale tudo o que a Meia Lua pede por ele e, na realidade, não me chocaria que pedisse mais (uns 399€ parecer-me-iam um valor perfeitamente razoável). Sabendo do sucesso deste primeiro modelo e já tendo conhecimento sobre o novo que irá ser lançado em breve, não tenho dúvidas de que a marca está lançada e que tem à sua frente uma longa e promissora história.






domingo, 6 de outubro de 2019

Relógios do Quotidiano no Grande Prémio de Relojoaria 2019


O Grande Prémio de Relojoaria do Anuário Relógios e Canetas tem este ano a sua terceira edição e, tal como aconteceu no passado, é possível a qualquer pessoa votar para a categoria da Escolha do Público.

Há 21 relógios em competição (3 para cada uma das 7 categorias a concurso), mas a única que nos interessa é a dos "Relógios do Quotidiano", uma tradução portuguesa para o que no setor se costuma designar de daily driver: uma peça não muito cara que usamos no nosso dia-a-dia sem preocupações de maior.

Os requisitos desta categoria são apenas dois: o preço tem de estar abaixo dos 1000 euros e o movimento usado deverá ser mecânico.

A votação para a Escolha do Público pode ser feita aqui (em qualquer peça, e não necessariamente nestas três que aqui vos apresento). Estas são as três peças a concurso na categoria Relógios do Quotidiano: uma alemã, uma japonesa e uma suíça:

Iron Annie Cockpit 5156-6



Dos três selecionados para concorrer à categoria "Relógio do Quotidiano", a marca Iron Annie (com a qual os alemães da Pointtec estão a pouco-e-pouco a substituir a gama Junkers) é estreante nestas andanças.

O modelo proposto, a referência 5156-6 da família Cockpit, tem um sabor vintage, uma vez que o seu desenho segue de perto o dos relógios ditos de "navegador" usados pelos pilotos alemães na Segunda Guerra Mundial.

A principal características destes relógios consiste na escala horária usada no desenho do mostrador: os numerais mais importantes são os dos minutos/segundos, com a escala horária normal a ser relegada para uma posição concêntrica e com menos destaque.

Neste caso, temos direito a uma concessão moderna, com o relógio a incluir uma pequena janela de data na posição das 6 horas.

A execução é muito boa e inclui vidro de safira, fundo em vidro para observação do movimento suíço ETA 2824-2 e mostrador totalmente luminescente com leitura por contraste no escuro.

A caixa tem 42mm de diâmetro e resistência à água de 5 atmosferas. O PVP é de 499€.

Edit: Este foi o vencedor da categoria Relógio do Quotidiano".


Seiko Pressage Jardim Japonês SSA397J1




A Seiko foi shortlisted para esta categoria pela terceira vez consecutiva - um resultado justo face ao posicionamento da marca japonesa, que possui na sua extensa gama uma enorme quantidade de relógios B3.

Este modelo da sua gama Pressage Japanese Garden é particularmente bem conseguido e possui uma particularidade interessante: vem equipado com um movimento mecânico automático com indicador de reserva de marcha e data num sub-mostrador às 6h00.

Este indicador surge implementado por intermédio de uma escala em semicírculo entre as 11h00 e as 4h00 e é complementado por um ponteiro amarelo terminado em seta.

O desenho inclui mostrador de fundo verde, caixa em aço de 42mm com vidro de safira e fundo em vidro para observação do movimento. As posições horárias são ocupadas por índices aplicados. O resultado é um relógio extremamente elegante e que dará um excelente dress watch. O PVP oficial é um pouco puxado (790€) mas o resultado é francamente bom.

Edit: Este foi o vencedor da categoria Escolha do Público.



TISSOT SEASTAR 1000 POWERMATIC 80







O terceiro relógio desta lista é um Tissot de mergulho. Trata-se da referência T120.407.17.041.00, uma máquina baseada no movimento Powermatic 80 do grupo Swatch, com reserva de marcha para 80 horas.

Este é um modelo com proporções muito boas, não sendo excessivamente grande para um relógio deste tipo (43mm, incluindo o bisel rotativo unidirecional). A execução é típica da marca, com vidro de safira no mostrador e fundo em vidro para observação do movimento.

O mostrador, de fundo azul escuro, tem um desenho típico dos modelos de mergulho, com índices nas posições horárias. Estes, bem como os ponteiros, têm leitura no escuro através da aplicação de material luminescente. Uma janela de data às 6h00 (mas sem ocupar a posição do índice respetivo) completa o desenho.

A caixa deste relógio é resistente à água até 300 metros, o que - juntamente com o elevado nível de execução e prestígio da marca - justificam o preço de referência de 690€ (menos 100€ na Amazon Espanha).












sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Vostok Europe Expedition "Compact Edition" Chrono

Os seguidores deste blog sabem o quanto gosto dos Vostok Europe. E, embora os preços destes relógios produzidos na Lituânia tenham subido um pouco, continuam a ser maioritariamente modelos B3.

Já falámos da coleção Expedition North Pole anteriormente, aqui e aqui. Gosto sobretudo dos cronógrafos, muito embora sejam de quartzo, mais do que dos modelos automáticos. A razão é simples: ambos partilham a mesma caixa e o resultado final é mais harmonioso nos cronógrafos, muito por causa das suas grandes dimensões: 47,3mm de diâmetro.

Acontece que alguém na Vostok Europe deve ter percebido que os relógios com caixa XXL não são para toda a gente. E o resultado dessa perceção deu origem a novos modelos nesta mesma família mas com um formato mais compacto… ou tão compacto quanto se possa considerar uma caixa com 43mm de diâmetro!

O nome não oficial destes novos modelos (há quatro novos modelos automáticos e outros tantos cronógrafos) é "Compact Edition". E, se bem que os novos automáticos "compactos" sejam agora mais bonitos, continuo a preferir os modelos com movimento cronógrafo de quartzo, que vos trago hoje ao blog.

Ao contrário do que sucede na maioria dos casos, em que me limito a discorrer sobre relógios que conheço tanto como vocês, ou seja, apenas através de fotos e características técnicas via catálogos ou na web, tive a oportunidade de ter estes modelos no pulso, o que me permite garantir que o resultado, não sendo propriamente muito compacto, é-o suficientemente para que possam ser considerados por uma faixa bastante mais alargada de potenciais interessados… incluindo eu!

Dos quatro cronógrafos, três têm caixa em aço com acabamento polido e um deles, a referência VK64-592C558, possui caixa com revestimento a PVD negro -- de excelente efeito, diga-se de passagem. Apesar de serem relógios com resistência à água até 200 metros, equipados com coroas de rosca e um espesso (3,5mm) vidro mineral tipo K1, a Vostok Europe posiciona estas máquinas sobretudo para o mercado da "aventura outdoor", pelo que não temos aqui bisel unidirecional como noutras coleções da marca.

O que temos é um mostrador de desenho muito equilibrado, com grandes índices tratados com material luminescente nas posições horárias e uma escala secundária de minutos/segundos no interior do mostrador, graduada de 05 a 60. Os dois sub-mostradores do cronógrafo às 3h00 e 9h00 são equilibrados com a janela de data às 6h00.

Uma nota final para o movimento usado nestes cronógrafos. Trata-se do VK64 da SII (braço OEM da Seiko), também designado "mecha-quartz". Isto porque embora o movimento principal (horas/minutos) seja uma típica máquina de quartzo, a parte do cronógrafo é bastante mais interessante. Não só o movimento dos ponteiros é suave, como num movimento automático, como a função de reset funciona como num cronográfico mecânico, com os ponteiros a "saltarem" instantaneamente para as suas posições de partida.

O preço pedido pelo distribuidor da Vostok Europe em Portugal, a SRI, é de 259€ para os modelos com a caixa em aço e de 289€ para o que tem revestimento em PVD. O PVP dos modelos automáticos, equipados com o movimento NH35A, é de 249€.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Orient Ray II FAA02003B9


O Orient Mako é um dos relógios de mergulho mais populares do mundo – e com aquela que é, provavelmente, a melhor relação qualidade/preço do mercado – e esta marca japonesa do grupo Seiko acaba de renovar esta gama.

Em rigor, o modelo que vos trago hoje não é o Mako, mas o Ray, na sua versão "II". A diferença está em que o mostrador do primeiro tem numerais nas quatro posições horárias, enquanto o último possui apenas índices.

No entanto, as diferenças começam e acabam basicamente aí e em tudo o resto, os relógios são iguais: caixa em aço de 41,5mm de diâmetro, resistência à água até 200 metros e movimento mecânico automático com dia e data às 3h00.

O movimento é novo (Calibre F6922) e, dizem os entendidos, é bem melhor que o anterior, tanto em funcionalidade (paragem de segundos, corda manual e mudança "rápida" do dia e data através da coroa) como em precisão. E, com este novo movimento, desaparece a necessidade para aquela que era uma das imagens de marca destes relógios, nomeadamente o poussoir às 2h00 para mudança da data.

Outras melhorias face ao modelo anterior inclui também um novo bisel, que oferece agora um funcionamento mais suave e preciso, com 120 cliques.

Este modelo em particular (referência FAA02003B9) tem um acabamento muito bonito, em cinza escuro, cor que vemos no mostrador mas também na bracelete de aço. Existem no entanto outras variantes, com diferentes conjugações de cores, mas sempre com bracelete em aço.

O preço de referência (loja Orient dos EUA) é de 440 dólares mas, como é hábito nestes modelos, é possível encontrá-los por muito menos online, como por exemplo na Amazon Espanha, onde está por pouco mais de 260€ + portes – uma verdadeira pechincha.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Fortis apresenta novos relógios no Portugal Air Summit 2019



As edições especiais limitadas dos dois novos relógios Fortis Aeromaster criados para a esquadrilha acrobática suíça PC-7 Team vão ter a sua apresentação mundial durante o próximo Portugal Air Summit, anunciou a Sociedade de RelojoariaIndependente, o distribuidor exclusivo da marca em Portugal.


A Fortis, que pela terceira vez consecutiva é cronometrista oficial do Portugal Air Summit, anunciou estes novos relógios – o PC-7 Team Chronograph Aeromaster e o PC-7Team Day-Date Aeromaster – no passado dia 8, mas a sua comercialização só será iniciada a partir do Verão. A sua presença no evento português marca a primeira vez que ambas as peças serão mostradas ao público.


O Portugal AirSummit é o maior evento de aeronáutica realizado anualmente em Portugal e decorre este ano entre 30 de Maio e 2 de Junho no Aeródromo Municipal de Pontede Sor. O novo CEO da Fortis, Lorenz Aebischer, estará presente nos primeiros dias desta edição.


Os relógios PC-7 Team

A Fortis foi selecionada como parceiro da esquadrilha PC-7 Team há cerca de 15 anos e os dois novos PC-7 Team Aeromaster, em edição limitada a 300 peças cada, assinalam o 30.º aniversário da formação suíça.


Os elementos de personalização que tornam estas edições em peças única incluem uma caixa em aço inoxidável com fundo em baixo-relevo alusivo aos 9 aviões da formação acrobática, número de série gravado numa placa aparafusada no perfil da caixa e mostrador azul escuro exclusivo.


Os movimentos suíços usados nestes relógios (ETA 7750 no cronógrafo e ETA 2836-2 no “day-date”) possuem certificação de cronógrafo pelaC.O.S.C. (Contrôle Officiel Suisse des Chronomètres). Ambos os relógios possuem vidro de safira com revestimento antirreflexo nos dois lados. A utilização de uma coroa sem rosca com um sistema de junta dupla exclusivo da Fortis permite garantir a estanquidade até 200 metros.

Ambos os modelos são vendidos numa caixa especial com bracelete em aço e têxtil (designada Royal Blue Cordura Performance) e ferramentas para a sua substituição.

 Mais informações em https://www.fortis-swiss.com/pc7-team