domingo, 27 de outubro de 2013

Dicionário de relojoaria – Espiral

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«Pequena mola enrolada em espiral, presa nas extremidades ao balanço e à ponte do balanço (o galo). Fazendo conjunto com o balanço, é o órgão regulador do relógio, cuja precisão depende em grande parte da qualidade da espiral. Nos primeiros relógios (portáteis) o balanço (foliot) oscilava sem espiral. O período de oscilação era irregular e não havia possibilidade de afinação. Procurou-se submeter as oscilações do balanço a uma reação elástica atando-o a pelo de javali ou a uma mola que chocava contra uma patilha fixa. A espiral foi inventada por volta de 1664. A espiral plana, imaginada por Huygens em 1675, foi a mãe de todas as espirais. Tinha apenas umas quantas espiras e, embora imperfeita, dava ao balanço o que faltava para alcançar a precisão dos relógios de pêndulo. A espiral Breguet, inventada por Abraham-Louis Breguet, tem a sua ponta externa a um nível superior ao corpo e uma forma que ele desenvolveu de forma empírica, mas que lhe dá um movimento mais concêntrico. A espiral termocompensada, que apareceu no início do século XX, começou a utilizar novos materiais como o elinvar, amagnéticos e inoxidáveis. Hoje, o nivarox é o material mais utilizado, mas há experiências com materiais compósitos como fibra de carbono, cerâmicas ou silício.»
in Dicionário de Relojoaria, de Fernando Correia de Oliveira. Reproduzido com autorização do autor.

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