sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Christopher Ward Amelia

W11_new6_3[1]

Quem segue este site já percebeu que são poucos os relógios de que aqui se falam que se destinem a um público feminino. Acontece, mas é raro.

Na verdade, o mesmo sucede um pouco por todo o lado – quer nas revistas da especialidade, quer nos websites e blogs de entusiastas, os relógios referenciados são sobretudo para homens.

Dizem-me os meus amigos do sector que o que as mulheres procuram num relógio está muito longe daquilo que os homens consideram ser interessante. A começar pelos movimentos: enquanto os homens gostam de calibres mecânicos, as mulheres preferem os de quartzo. E por uma razão prática: como tendem, mais do que os homens, a trocar de relógio com frequência, pretendem uma peça que, ao ser colocada no pulso, não esteja parada e careça de acerto. O que faz sentido.

Mas por outro lado os gostos femininos também evoluíram e, enquanto há uns anos os relógios para mulheres tendiam a ser de pequenas dimensões, hoje também elas procuram peças de grandes dimensões que sejam tudo menos discretos. Por isso, muitos fabricantes acabam por criar relógios para senhoras que não são mais do que modelos para homem com um mostrador e/ou bracelete diferente mas, em tudo o resto, iguais aos seus congéneres masculinos.

Este Amelia (que evoca o nome da pioneira da aviação Amelia Earhart), da marca britânica Christopher Ward, é uma (re)interpretação estética para mulheres do Malvern C11. As principais diferenças residem numa caixa um pouco mais pequena (39mm contra 42mm) e num mostrador mais simples, sem janela de data.

Além disso, e como seria de esperar, também há diferenças lá dentro: enquanto o C11 possui um movimento automático Sellita SW200-1 (um clone do ETA 2824-2), o Amelia utiliza um movimento de quartzo suíço Ronda 703 de 3 ponteiros que, além de fiável, tem a particularidade de oferecer uma grande autonomia – 5 anos com uma bateria.

O resto da execução inclui bracelete em preto ou em branco produzida em pele italiana, mostrador protegido através de vidro de safira com revestimento anti-reflexo e número de série gravado na tampa posterior.

O preço é de £299 + portes a partir do website da marca, que oferece uma garantia de 5 anos sobre o movimento e a possibilidade de devolução do relógio dentro de um prazo de 60 dias.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dicionário de relojoaria – Escape

 

ID2_Escapement[1]

«Mecanismo colocado no fim da rodagem, entre as rodas e o órgão regulador da maioria dos medidores de tempo. O escape tem por função manter as oscilações do órgão regulador, balanço ou pêndulo. Há muitos tipos de escape sendo mais usual o de âncora, inventado por Thomas Mudge (1715 – 1794), relojoeiro inglês, que desde logo usou rubis para as paletes. O escape de cilindro, também chamado escape horizontal, inventado em 1725 por Thomas Graham, é constituído por meio cilindro, que encaixa nos dentes da roda de escape, e vem substituir o escape de haste. O escape de força constante tem um dispositivo, fuso, que transmite à roda de escape uma força sempre igual.»
in Dicionário de Relojoaria, de Fernando Correia de Oliveira. Reproduzido com autorização do autor.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Elysee Artos 18003

18003_high[1]

A Elysee é uma marca de relógios criada na Suíça em 1920 por Jacques Beaufort. Contudo, a Elysee dos tempos modernos pouco ou nada tem em comum com a sua antecessora helvética.

A marca foi registada na Alemanha em 1960 e, em 1991, foi adquirida pelo empresário Reiner Seume. Já mais recentemente, em 2006, toda a gama de relógios da marca foi reposicionada.

A maioria dos Elysee é produzida na Alemanha, tendo por base movimentos suíços e japoneses. No catálogo da marca encontram-se relógios de todos os tamanhos e feitios (um disparar em todas as direções que me irrita um pouco, mas enfim), para homem e senhora, mecânicos e de quartzo.

Entre a oferta de modelos mecânicos não encontrei nada a preço decente que me agradasse, mas este Elysee Artos é uma peça de quartzo com base num movimento Citizen Miyota 0S21 cuja estética me parece particularmente original e feliz.

Cronógrafo de linhas elegantes com data às 6H00, este relógio é produzido em três declinações, sendo esta, com a referência 18003, a que mais me agrada. Existe também uma variante com mostrador cinzento (ref.ª 18004) e uma outra (ref.ª 18005) com mostrador em azul escuro.

A caixa, em aço, tem uns generosos 43mm de diâmetro e o acabamento inclui fundo roscado e ponteiros e índices em aço inoxidável. O vidro do mostrador é “mineral endurecido” e não de safira. Contudo, o preço razoável de €269 + portes de correio, pedido no site da empresa, parece-me perfeitamente razoável.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Swatch The Earl Time YGS769

YGS769_sa000_sr9

No mesmo dia em que a Samsung lança na IFA2013 uma aberração em forma de relógio pareceu-me que seria o antídoto perfeito falar de um relógio suíço clássico, que é bom, bonito e barato.

O Swatch The Earl Time com a referência YGS769 pertence à nova coleção da Swatch (Outono-Inverno) lançada no final de 2013.

Ao contrário dos seus irmãos plásticos que ajudaram a popularizar a marca, este Swatch com movimento de quartzo pertence à gama Irony Big e possui caixa e luneta em aço.

O mostrador de 36mm de diâmetro tem fundo creme, índices com marcações em vez de numerais e janela para dia e data às 3H00. O elegante conjunto é completado com uma bracelete em pele castanha e pespontos na mesma cor.

O Swatch The Earl Time está já à venda em Portugal, com um preço da ordem dos 80 euros.