segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Hamilton Pilot Quartz H64611535

Gosto imenso de relógios "piloto", quer nas modernas reinterpretações, quer nas edições mais próximas dos originais da II Guerra Mundial.
Os Hamilton Pilot, disponíveis com movimentos automáticos ou de quartzo, pertencem ao primeiro grupo, no sentido de não haver grande preocupação em manter qualquer rigor histórico. Pessoalmente, não vejo qualquer mal nisso, muito embora neste caso o design do mostrador tenha uma irritante e clamorosa falha: o triângulo às 12 horas tem a ponta para baixo – o que acontece normalmente nos relógios de mergulho – em vez de apontar para cima, como é suposto nos relógios tipo piloto.
Tirando esse ponto, a execução deste relógio é primorosa.
O modelo que trago aqui é o de quartzo, esteticamente igual ao automático com a diferença de ter uma caixa de 42mm contra uma XXL de 46mm do seu irmão mecânico, que é baseado num movimento ETA 2836-2.
Note-se a presença do mostrador em que os números mais proeminentes são os dos minutos mas, ao mesmo tempo, como foi resolvido de forma elegante o mostrador concêntrico das horas: o ponteiro da horas é aberto na ponta, de forma a envolver o número em vez de cobrir.
A presença da complicação de dia e data é também rara num relógio de piloto, e aparece aqui cortesia do movimento suíço ETA 955.422.
O resto da execução é igualmente de grande qualidade, não fosse esta uma marca do Grupo Swatch com um posicionamento acima da Tissot e imediatamente abaixo da Longines: caixa em aço de 42mm com resistência à água até 200 metros, coroa de rosca, vidro de safira e indicador de fim-de-vida (EOL) da bateria.
Enquanto o Hamilton Pilot Auto custa, em Portugal, €675, o Pilot Quartz fica por uns razoáveis (embora um pouco caro para um relógio de quartzo) €395.

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