segunda-feira, 13 de junho de 2016

Invicta Pro Diver 8926


Sim, é mais uma cópia (perdão, uma "homenagem"...) descarada do Rolex Submariner, mas quando podemos comprar este Invicta com movimento automático por 100 euros, mais coisa, menos coisa, quem é que se vai importar?

Uma busca pela Internet revela-nos que a Invicta produz excelentes relógios (para o que custam) mas é um pouco "hit and miss" – o seu controlo de qualidade não é dos melhores e clientes que adquiriram um determinado modelo podem estar absolutamente satisfeitos enquanto outros que compraram o mesmíssimo relógio estão descontentes.

O Invicta Pro Diver 8926 é um relógio de mergulho com caixa em aço resistente a 200 metros. Mas o que o torna irresistível é o facto de ser baseado num movimento mecânico automático Seiko NH35A de excelente qualidade; comparativamente ao movimento usado no lendário Orient Mako, perdemos a indicação de dia+data (temos apenas janela de data às 3h00) mas ganhamos um movimento mais preciso, com paragem de segundos para facilitar o acerto e que pode receber também corda manual, para ganhar rapidamente reserva de marcha.

Outra das coisas que me agradam neste modelo em particular é o facto de o bisel dispensar o recorte de estilo "moeda" popularizado pela Rolex ("OB Edge"), optando antes por um desenho de contornos suaves.

Do lado do que gosto menos está o tamanho da caixa. Depois de me habituar a relógios um pouco maiores, 42mm passou a ser o meu "sweet spot" e já olho para os 40mm deste modelo como sendo pequeno. No entanto, para outras pessoas, o que vejo aqui como "desvantagem" pode efetivamente ser uma vantagem.

Outra vantagem, como já vimos, é o preço. Pelo que tenho visto, não é fácil encontrar um relógio com resistência à água de 200 metros e com este movimento por este preço. Na Amazon Espanha está por 120 euros; se for via Amazon UK encontra-se por apenas 62 libras.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Seiko SPC155P1

Dress watch ou desportivo? Este cronógrafo Seiko consegue ser ambas as coisas... e oferecer um conjunto de funcionalidades interessantes a um preço irresistível.

Com base numa caixa em aço com 42mm de diâmetro resistente à água até 100 metros e num movimento de quartzo, a Seiko criou uma peça com acabamento de gama média (não há aqui vidro de safira) para poder manter o preço em torno dos 200 euros: o valor de referência é de 240€ mas encontrámo-lo na Amazon espanhola por menos de 190€.

Mas o que mais me agrada nesta peça é a sua potencial polivalência. Como comecei por escrever, este é um relógio que tanto serve para ocasiões mais formais como para situações mais descontraídas. Aceito que poderá não ser propriamente um "daily beater", mas é certamente um relógio para usarmos em praticamente qualquer momento.

Uma das coisas que mais me atraiu para este modelo foi o seu desenho muito equilibrado, sobretudo a opção de libertar o espaço às 12 horas para uma complicação de Big Date com duplo disco, que me parece ter resultado muito bem.

Já aqui antes critiquei o facto de quer a Seiko, quer a Citizen proporem frequentemente cronógrafos com desenhos demasiado busy, mas este é claramente um exemplo contrário, seguindo muito de perto a escola de design britânico de que a Christopher Ward é talvez o melhor e mais recente exemplo.

E, pelo preço pedido, é certamente uma excelente opção.

domingo, 29 de maio de 2016

Museu do Relógio VINTE4



Os relógios de 24 horas são uma categoria interessante no mundo da relojoaria. À primeira vista, podem passar por um relógio normal (até porque há relógios convencionais com escalas de 24 horas, pelo que o desenho do mostrador não conta toda a história), mas possuem uma funcionalidade diferenciadora importante: o ponteiro das horas demora um dia inteiro (24 horas, portanto) a concluir uma volta.

Isto significa que, num relógio destes, quando o ponteiro das horas aponta para o algarismo 4, sabemos que são 4 da madrugada e não 4 da tarde – porque se fossem 4 da tarde, o ponteiro das horas estaria a apontar para as 16... na posição onde habitualmente estariam as 8!

Uma utilização casual de um destes relógios (alternando com modelos convencionais) pode provocar alguma confusão, porque estamos habituados a "ver as horas" através da posição relativa dos ponteiros, ignorando os algarismos. De resto, é por isso que existem relógios que, por questões estéticas, usam apenas índices às 12h00 ou prescindem até totalmente de qualquer marcação no mostrador – e mesmo assim conseguimos saber "que horas são".

Ora isso deixa de ser possível nos relógios de 24 horas. Para quem gosta deles, o ideal é usá-los com frequência, até se tornar num (novo) hábito a leitura das horas num só olhar. Ou então, assumir que os vamos adquirir como peça de coleção.

Acresce ainda um outro problema frequente com os relógios de 24 horas, pelo menos para mim: tendem a ser... muito feios! :-) Ou, mesmo quando não são feios, os seus mostradores são demasiado busy, com resultados esteticamente duvidosos.

É por isso que vale a pena uma referência a uma nova edição especial limitada do Museu do Relógio, o Vinte4. Equipado com um movimento automático com data Vostok 2431 modificado, com acabamentos tipo cotes de Géneve e parafusos polidos em aço azul, este relógio possui uma caixa em aço de 42 mm com revestimento em PVD negro.

O diâmetro da caixa permitiu criar um mostrador que se adequa muito bem à exibição de uma escala completa de 24 horas. A opção de exibir apenas as horas pares e deixar as ímpares a cargo de índices triangulares parece-me uma boa ideia, porque mantém o mostrador relativamente "limpo" e evita precisamente o que não gosto de ver em muitos dos relógios deste género, que é uma profusão de números que acaba por não resultar muito bem, além de dificultar a leitura das horas.

O resto da execução é de excelente nível (já estive com o relógio na mão...), com mostrador de vidro mineral anti-reflexo e bracelete em pele negra de boa qualidade. O preço para esta edição limitada a 50 unidades (que, aparentemente, estarão quase todas vendidas à data deste post) é de uns muito razoáveis 360€. A venda é feita a partir do website do Museu do Relógio e o valor já inclui portes. É possível trocar a bracelete normal por uma Hirsch (por mais 25€) que, além da qualidade superior, tem pesponto vermelho que condiz com os detalhes do mostrador e do ponteiro dos segundos.

Um vídeo com a montagem do relógio nas oficinas do Museu do relógio em Évora pode ser visto aqui: