quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Tissot Everytime Swissmatic

Tissot-Everytime-Swissmatic-T109.407.11.031.00_1


No início do ano fiz aqui uma referência ao Tissot Everytime, como exemplo de como é possível comprar um relógio de quartzo “de marca” ao preço de um modelo semelhante “de moda” mas com uma qualidade muitíssimo superior.

Mas a gama Everytime evoluiu e inclui agora referências equipadas com o novo movimento automático Swissmatic, o qual oferece uma reserva de marcha de mais de 3 dias – 75 horas, de acordo com a marca (mais sobre este assunto mais à frente). Tudo isto em modelos Swiss Made, com vidro de safira e preço inferior a 500€.

A coleção inclui para já cinco referências, com diferentes tipos de bracelete (aço, pele e têxtil) e cores de mostrador (preto, branco, azul e bege). Este da foto é a referência T109.407.11.031.00 com mostrador branco/prata e bracelete em aço. O seu preço de referência é de 450 euros, o que me parece excelente para um relógio de uma marca consagrada, suíço e ainda por cima com movimento mecânico automático de nova geração, com grande reserva de marcha.

A menos que… A menos que a esmola seja muita. Acontece que este movimento, cujo nome nos lembra o Powermatic a que já fiz referência quando foi lançado, é nada menos que uma espécie de versão ligeiramente melhorada do Sistem 51 da Swatch, que os mais atentos leitores deste blog sabem que não é propriamente do meu agrado.

Não tenho conhecimentos aprofundados de relojoaria para garantir que assim é, mas artigos como este e este post no forum  Watchuseek sugerem que se trata na realidade da versão Tissot do movimento que equipa os plásticos Swatch e que, tal como aquele, não pode ser reparado em caso de avaria. Ou seja, tal como acontece com os relógios de… quartzo. Sad smile

Dito isto, fica o aviso. Sim, é um Tissot automático com um movimento de grande reserva de marcha. Mas não deixa de ser um movimento que não poderá ser reparado se e quando isso for necessário. E não é a possibilidade de reparação precisamente um dos argumentos principais a favor da compra de um relógio mecânico…?

Para quem esteja interessado mais não queira pagar 450€, encontrei-no na Amazon Espanha por 399€.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Citizen Nighthawk ref. CA0295-58E

Citizen Nighthawk

A estética blackout em que todo o mostrador – incluindo ponteiros, índices e numerais – surge em preto e com um mínimo de contraste, não é das que mais gosto. No entanto, de vez em quando lá aparece uma outra implementação desta ideia que me parece mais conseguida. Este cronógrafo Citizen da série Nighthawk é um deles.

Não é um relógio muito barato, tendo em consideração tratar-se de uma máquina com movimento de quartzo (Eco-Drive B612 alimentado a energia solar), mas parece bem construída e com um bom nível de execução. A caixa e a bracelete em aço são totalmente revestidas a PVD negro e o conjunto é resistente à água até 200 metros – coisa pouco frequente num cronógrafo. O vidro é mineral endurecido.

A marca indica na página deste modelo que possui um bisel rotativo unidirecional mas, uma vez que este não parece incluir qualquer escala adicional para controlo do tempo de mergulho, não vislumbro qual a sua eventual utilidade. O sub-mostradores do cronógrafo encontra-se nas posições 6, 9 e 12 com a janela de data às 3h00. A escala é de tipo misto, com numerais nas quatro posições principais e índices nas restantes, e inclui um taquímetro.

O preço de referência, como disse anteriormente, não é dos mais baixos, mas tendo em atenção a marca e a originalidade do relógio, os 420€ pedidos não me parecem excessivos. Além disso, é possível encontrá-lo por valores mais baixos via Amazon. Em Espanha custa 349 euros e na Alemanha encontrei-o por 314€.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Christopher Ward C5 Malvern Automatic Mk III

Christopher-Ward-C5_Malvern-MkIII

A Christopher Ward continua o seu caminho no sentido de se tornar numa marca de referência do mercado da relojoaria. Tal como a Steinhart e muitas outras “micro marcas”, só vende diretamente através do seu website. Contudo, nunca se contentou em produzir apenas relógios mais ou menos genéricos; pelo contrário, tenho acompanhado com a interesse a sua evolução e a verdade é que a única coisa negativa que tenho a apontar é… o preço crescente das suas criações. Sei que está relacionado com a sua cada vez maior aceitação no mercado, mas a Steinhart pode reivindicar o mesmo e tem sabido (ou querido…) manter-se acessível.

Mesmo assim penso que ainda podemos encontrar na sua cada vez maior gama, relógios que continuam a ser B3, mesmo que não sejam tão baratos com foram no passado. A terceira geração do dress watch C5 Malvern, com movimentos Sellita SW 200-1 é um excelente exemplo do que acabo de escrever.

Um dos pontos que gostaria de referir é a recusa (louvável) da CW em entrar em modas, como é a dos relógios XXL. Este C5 Malvern Automatic MkIII mantém as proporções ideais para um relógio deste género com uma caixa de 39mm (bem no meio da dimensão que considero ideal e que oscila entre os 38 e os 40mm). E, para os que me apontem que o azul do mostrador se pode considerar de alguma forma uma “cor da moda” (embora seja mais correto afirmar que se trata de uma cor cíclica, que ora fica mais ou menos na moda…), este modelo está igualmente disponível com mostrador em preto e em branco/prata.

A execução é, como é apanágio da CW, extremamente cuidada e inclui um acabamento especial do rotor, com o padrão do logo da marca sobre o Colimaçoné original. A caixa tem duplo acabamento polido/escovado e o mostrador possui índice aplicados. Vidro de safira no mostrador e fundo da caixa em vidro para observação do movimento completam o conjunto.

De forma a descansar os compradores através da Internet, a Christopher Ward oferece o que chama de “garantia 60|60”, isto é: 60 dias para poder devolver o relógio e garantia de 60 meses (5 anos) sobre o movimento.